Troca de experiência e informações sobre reeducação alimentar, perda de peso e manutenção de um estilo de vida saudável.
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sábado, 21 de fevereiro de 2015
Nova pesagem e um conflito interior
Hoje, me pesei. Perdi 500g em uma semana. Foi a menor perda de peso semanal desde que iniciei minha jornada rumo a uma vida mais saudável, e isso me provocou um conflito interior que me lembra a cena que ilustra essa postagem. Vou deixar os personagens falarem por si mesmos. São as vozes conflituosas da minha mente:
- Só isso? Tanto esforço e tanto cuidado pra isso?
- É normal passar a perder menos peso, e até a passar por um platô. Pensa a longo prazo. Você está tendo uma vida mais saudável. Já não está percebendo isso?
- Não vale a pena. Você tem sido absolutamente exemplar na sua dieta. Se o resultado é esse, como vai ser sua vida? Vai viver com restrições, planejamentos e sem curtir os melhores momentos?
- Não é dieta, é reeducação alimentar. Você está curtindo esse momento, não está? As medidas começam a diminuir. Você está descobrindo novos sabores, tendo novas experiências. Leia seu blog e lembre-se! Não precisa ter pressa. É até mais saudável perder aos poucos. Você levou anos para chegar a essa situação, pode levar meses para perder o que precisa.
- Lembra daquele bolinho de bacalhau delicioso do Recreio do Bacalhau? Se vivendo monasticamente suas refeições, você só perde essa coisa ridícula de peso, o que vai acontecer quando quiser sair para comer dois ou três bolinhos? Essa é a vida que você quer?
- Então, vamos lembrar de tudo, amplia sua mente. Lembra como você já está podendo pegar sua filha no colo? Lembra que já está tendo mais disposição para brincar com os filhos? Não era isso o que você mais queria? E no futuro você vai poder monitorar melhor seu peso para se manter. O futuro, deixa pro futuro. Cada dia com seus próprios problemas.
E por aí vai. Percebi uma espécie de "baixa na imunidade", porque comecei a sentir uma vontade maior de comer algumas coisas depois da minha pesagem e desse conflito interno. É como se eu tivesse despertado para o desejo, mais do que antes, quando estava com um pique maior.
Talvez seja o caso de dar boas-vindas à realidade. Mas certamente é o momento de manter o foco no dia a dia, lembrar que estou tendo uma vida muito melhor e mais saudável, fazer memória de todas as coisas positivas alcançadas até aqui e não deixar a coisa escapar.
Na próxima pesagem, a perda de peso deve ser igual ou inferior. É porque passarei a me pesar na quinta-feira, então terei menos dias para perder peso. E também vou me pesar com roupa mais formal. Estava me pesando de bermuda e devo passar a me pesar de calça comprida. Estou preparando minha mente para o fato de quase não ter mudança na próxima pesagem, focando na outra quinta-feira.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Sinal de alerta
Hoje à noite fiz uma estripulia. Tinha 20 pontos ainda para consumir, às 21h. Como costumo dormir por volta das 22h, já estava errado. Preciso distribuir melhor minha pontuação ao longo do dia para não concentrar à noite.
Com tantos pontos ainda sobrando, consumi 100g de pipoca, o que dá 16 pontos. Se eu pensar em termos de "dieta", tudo bem, não saí da dieta. Mas se eu pensar em termos de "reeducação alimentar", então fiz errado, porque consumi muita pipoca. Espero me costumar e, até o final da minha vida, consumir entre 25g/50g de pipoca, o que já é bastante satisfatório. Não só pela pontuação, mas principalmente por causa do sal.
Este é um sinal de alerta, por dois motivos:
1. para não começar a relaxar com a qualidade do que como; e
2. para não perder o foco na reeducação alimentar. É fácil cair no erro de começar a ver a coisa como "dieta", mas não posso cair nesse erro.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Lições de uma experiência negativa
Ontem fui num restaurante de comida mexicana. Já tinha ido lá outras vezes com experiências muito positivas, em que pude aliar sabor, boa companhia e comida balanceada. Mas ontem foi diferente.
Eu tinha decidido comer uma carne. Escolhi um baby beef que parecia ser (e era) sem muita gordura. Na foto do cardápio, aparecia uma batata que parecia assada e uma salada. Perguntei ao garçon, e ele me disse que a batata era na verdade frita e me sugeriu mudar por arroz. Aceitei.
Mas o tal do "arroz mexicano" vinha com carne seca e a salada tinha muito queijo. Acabei estourando os meus pontos de forma não satisfatória e isso me deixou muito irritado. Eu não caí em tentação, mas fiz uma escolha ruim. péssima na verdade.
Como sempre faço, procuro tirar lições desse fato para, no futuro, criar estratégias melhores. Aí vão algumas coisas que pensei:
1. Perguntar ao garçon tudo, não só sobre o prato principal, mas também sobre os acompanhamentos. Eles já devem estar acostumados a clientes um pouco mais chatos...
2. Quando possível, consultar o cardápio do restaurante na internet e ir sabendo o que comer. Melhor do que decisão em cima da hora.
Vamos ver se vou conseguir colocar isso em prática...
sábado, 31 de janeiro de 2015
Atitude em relação aos sabotadores bem intencionados da dieta
Hoje, ouvi uma mulher dizendo que cortou relacionamento com uma prima por causa da dieta. As duas começaram a fazer dieta na mesma época, mas a prima desistiu. E sempre que estavam juntas, a prima oferecia guloseimas para a outra, que continuou firme e achou melhor não mais visitar a prima, cortando um relacionamento de muitos anos. "Eu tenho que gostar primeiro de mim", dizia ela.
Que tema delicado! Não a conheço profundamente para fazer qualquer juízo sobre esse comportamento, nem me cabe isso, a não ser como exemplo para pensar na minha própria vida. Em princípio, acho estranho que algo (dieta) esteja orientado para o bem físico mas acabe criando discórdias. Mas também sei que inveja rola muito nessas situações.
Fico com pena. E, pensando em mim, acho que preciso sinceridade, firmeza e delicadeza com as pessoas quando me oferecem coisas, sabendo que estou de dieta. Noutro dia, uma pessoa da minha família foi à minha casa, levando doces pesadíssimos. Minha primeira reação foi ficar inicialmente com um pouco de raiva, vendo nisso uma "sabotagem" à dieta minha e da minha mulher. Mas, no fundo, as pessoas (pelo menos a maioria) não fazem isso por mal. Cabe a mim conversar com sinceridade e cordialidade, explicando que nesse momento é muito importante para mim manter minha reeducação alimentar e que, se possível, para ela me ajudar não me trazendo tentações rs.
O exemplo daquela mulher me recorda que o amor entre os familiares precisa estar em consonância com outros objetivos da vida, pelo menos em linha de princípio.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Comer na rua, dieta e reeducação alimentar
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| Comer na rua e falta de informação nutricional |
Comecei a dieta no domingo passado (04/01/2015). Hoje, foi o primeiro dia em que comi na rua, por causa do trabalho. Muito difícil identificar direitinho os pontos do Vigilantes do Peso nesse caso, porque ainda não estou acostumado com as porções que utilizo.
Senti que não tinha "domínio" sobre as informações da minha refeição, porque não sei peso, pontos, etc. Isso me chateou bastante e acho que acabei comendo menos do que deveria.
Mas isso passa. Sei que aos poucos vou me habituar com as porções. Na verdade, tudo aqui é questão de hábito e, no fundo, não estou de dieta, mas sim em processo de reeducação alimentar (o que implica em novos hábitos). Na medida em que a reeducação alimentar for avançando, também saberei fazer escolhas melhores sem ansiedade para não fugir da "dieta".
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